sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Custos Logísticos na Economia Brasileira


Com a falta de informação sobre os custos logísticos em nosso país acaba se tornando frequente a utilização de dados defasados. O problema acaba sendo que esses dados não apresentam a atual realidade e tornando-se difícil a comparação com outros países.

Uma pesquisa foi realizada pelo Centro de Estudos em Logística sobre os custos logísticos no Brasil buscando números que respondessem questões relacionadas ao tema. No ano de 2005, no mês de Janeiro, foi iniciada a pesquisa e nela repararam uma grande dificuldade de obtenção de dados de custos e em logística no geral. Para contornar o problema, também foi realizada uma pesquisa com grandes empresas atuantes no Brasil, buscando saber a representatividade dos custos logísticos nessas indústrias e também como estava sendo realizada a gestão de custos. 

Até sua realização, a estimativa do nosso custo logístico era de cerca de 17% do PIB e a partir deste número, com base na parcela de custo de transporte, normalmente em torno de 60% do custo logístico, para se obter o resultado final. Assim, a partir do intervalo superior do custo de transporte de 10% do PIB, chegou-se ao custo logístico nacional de 17%. Independentemente da qualidade da estimativa dos 17%, vale observar as transformações ocorridas desde 1996, data-referência do estudo anterior, até 2004, data dos dados utilizados nesta pesquisa.




A dificuldade de se obter informações sobre custos logísticos no Brasil é muito grande, Entre as áreas em que o estudo deve ser aprofundado destaca-se a de armazenagem. Apesar de suas limitações, relacionadas principalmente à disponibilidade de dados, a pesquisa pode chegar a importantes conclusões com relação ao custo logístico nacional.

Os valores de frete rodoviário praticados no Brasil são bastante baixos, no entanto, a falta de infraestrutura adequada, aliada a problemas de capacidade e disponibilidade, muitas vezes inviabilizam o transporte de cargas por outros modais, muitas vezes mais adequados à distância e ao tipo de produto.


Co-autor:   Jorge Monteiro

GRUPO AZUL  



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