domingo, 20 de maio de 2012

Logística Reversa dos Correios

Apesar de um mundo cheio de avanços tecnológicos em diversas áreas, com a ampliação da tecnologia da comunicação, com e-mails, celulares, internet, os serviços de postagem através dos correios são muito utilizados  no nosso país, com a finalidade de facilitar operações de correspondência simples, compra de produtos, pagamento de faturas, importação e exportação de produtos, e outros serviços  muito utilizados pela sociedade.


A agência dos Correios vem facilitando a vida dos brasileiros disponibilizando esses recursos há muito tempo.


E uma de suas importantes ferramentas, é sua logística reversa que possibilita ao cliente fazer devoluções de produtos trocas e muitos outros serviços, vejamos quais:


Logística Reversa


Serviço de remessa de documentos e mercadorias em devolução, sem ônus ao remetente, para serem entregues exclusivamente no endereço indicado pelo cliente contratante.


Quem pode usar:
Pessoas jurídicas com contrato SEDEX, e-SEDEX e PAC


Como solicitar o serviço:
O pedido pode ser feito em qualquer horário ou dia da semana.
- Pedido Unitário: realizado via internet no Portal Correios, mediante login e senha;
- Pedido em Lote: realizado via servidor FTP, mediante troca de arquivos.


Modalidades:


Logística Reversa em Agência
Processo logístico reverso, realizado em uma Agência de Correios Própria, que consiste na postagem do produto de retorno, mediante apresentação da Autorização de Postagem (e-ticket).


Logística Reversa Simultânea em Agência 
Processo logístico reverso, realizado em uma Agência de Correios Própria, que consiste na postagem do produto de retorno simultaneamente a entrega do produto substituto.


Logística Reversa Domiciliar
Processo logístico reverso, realizado no endereço do consumidor final, que consiste na coleta domiciliar do produto de retorno.


Logística Reversa Simultânea Domiciliar
Processo logístico reverso, realizado no endereço do consumidor final, que consiste na coleta domiciliar do produto de retorno simultaneamente à entrega do produto substituto.


Serviços e Produtos Adicionais:


Aviso de Recebimento – AR *
Serviço que permite comprovar, junto ao remetente, a entrega do objeto ao destinatário.
* Atualmente disponível para as modalidades de Logística Reversa em Agência e Logística Reversa Simultânea em Agência.


Embalagens
Caixas e envelopes padronizados que garantem a integridade do objeto e dificultam possíveis tentativas de violação.


Preenchimento de Check List *
Serviço que permite realizar a conferência do objeto e informar suas condições em formulário específico.
*Atualmente disponível para o segmento de telefonia móvel e de eletrônicos.


Valor Declarado – VD
Serviço que permite assegurar o objeto em caso eventual de avaria ou extravio.


Informação on-line:
O acompanhamento das solicitações de Logística Reversa poderá ser realizado no Portal Correios.


Benefícios


Comodidade, facilidade e rapidez no processo de pedido do serviço;
- Acompanhamento on-line do fluxo dos pedidos.


Ferramentas


Preparação da postagem:
- Agências;
- Busca de CEP;
- Calculador de Preços e Prazos;
- Endereçador;
- SIGEP - Sistema de Gerenciamento de Postagens.


Após a postagem:
- Rastreamento do objeto
Todos esses serviços são disponibilizados pela agência dos correios com a finalidade de ajudar o consumidor, para maiores detalhes entre no site dos correios:
http://www.corporativo.correios.com.br/encomendas/servicosonline
/



Fontes:
http://www.correios.com.br/produtosaz/produto.cfm?id=B3B11055-CB7E-F3A8-2CEA465948F78A21

http://www.correios.com.br/sobreCorreios/empresa/historia/default.cfm

Grupo Azul

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Logística Reversa e Sustentabilidade


A logística reversa é a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes; do retorno dos bens de pós-vendas e de pós-consumo ao ciclo de negócio ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuições reversos, agregando valores a natureza: econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem coorporativa, entre outros

Ela é a área responsável por este fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo: reciclagem, reuso, recall, devoluções, etc. A importância deste processo reside em dois extremos: em um, as regulamentações, que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso (como as embalagens de agrotóxicos ou baterias de celulares); na outra ponta, a possibilidade de agregar valor ao que seria lixo.

FATORES QUE INFLUENCIAM NA ORGANIZAÇÃO DA CADEIA REVERSA
Fatores econômicos
Reintegração de matéria-prima secundárias (redução de custo).
Fatores Tecnológicos
Tratamento econômico de resíduos em todo ciclo reverso
Descarte, captação, desmontagem, separação e reciclagem ou transformação.
Fatores Logísticos
Planejamento, organização e controle do fluxo entre os elos da cadeia
Fontes primárias, proc. Intermediário, Controle de reciclagem e usuários finais
Fatores ecológicos
Aumento de sensibilidade ecológica (governo, empresa, sociedade).
Fatores Legais
Regulamentação, promoção, educação e incentivos ao retorno de materiais
Motivados por:
Redução de custo governamentais
Pressões de grupos sociais, político ou ambientais.


Definição de Pós-venda e Pós-Consumo




Pós-venda: se ocupa de bens de sem uso ou com pouco uso, devolvidos por razão comercias, erros nos processamentos de pedidos, garantia do fabricante, defeitos de funcionamento, avarias no transportes ou na movimentação, entre outros bens devolvidos sem ou com pouco uso, por diferentes motivos, a sua própria cadeia de distribuição direta. 


Revista, livros, CDs, computadores, eletrônicos entre outros


Pós-consumo: se refere a problemas causados em fim de vida útil, bens usados com possibilidade de reutilização ou descartes pela sociedade, e resíduos industriais em geral.


Os produtos-alvo desta área são constituídos por materiais tais como: ferro/aço, plásticos, alumínio, óleos lubrificantes, entre outros.


Redução Consumo Energéticos:


 Alumínio: primário = 15 kWh/kg,
secundário = 0,75 kWh/kg = 95% economia


 Plástico: resina virgem = 6,74 mil kWh/t,
resina reciclada = 1,44 kWh/t = 80 % economia


 Papel = 4,98 MWh/t,
aparas recicladas = 1,47 MWh/t =70% economia



A logística reversa está associada, normalmente, às funções de pós-venda e pós-consumo. Quase sempre o enfoque é em levar de volta a alguns poucos centros um conjunto muito grande de materiais que foi distribuído para o consumo através da logística direta.Enquanto o papel da logística direta é levar do produtor para alguns centros de distribuição, destes para o mercado e finalmente para o grande público consumidor, a logística reversa faz o papel inverso, pegando os produtos altamente dispersos e devolvendo-os às suas origens para tratamento, disposição final ou reclicagem. No entanto, é possível aumentar o conceito de logística reversa e vê-la como um apelo à sustentabilidade. Não apenas dar destino adequado aos produtos no pós-consumo, mas controlar os resíduos gerados nas organizações.
 
Sustentabilidade é a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Ultimamente este conceito, tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, o que requereu a vinculação da sustentabilidade no longo prazo, um "longo prazo" de termo indefinido, em princípio.

Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito complexo, que gerou dois programas nacionais. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que é a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Econômicas e Ambientais.


Com a finalidade de preservar o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, foram criados dois programas nacionais: o Procel (eletricidade) e o Conpet.

• Questão Social: Sem considerar a questão social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. O homem é a parte mais importante do meio ambiente.

• Questão Energética: Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.

• Questão Ambiental: Sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.
O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:

• ecologicamente correto

• economicamente viável

• socialmente justo

• culturalmente diverso

 Sustentabilidade Econômica


Sustentabilidade econômica é muito mais do que uma concepção utópica ou meramente ideológica. Ela foca, em primeiro plano, um empreendimento que não seja caro e que gere rápidos frutos. Para tanto, é cada vez mais recorrente a necessidades de medidas estatais ou políticas que seja favorável a implantação da economia sustentável. A sustentabilidade econômica entra no âmbito sócio-econômico com o intuito de tornar não somente o futuro mais próspero, mas também alterar alguns fatores da realidade em que se vive. A definição de sustentabilidade econômica leva fundamentos básicos como medidas que visam um desenvolvimento estável, evitando os picos econômicos, e que leve em consideração uma baixíssima, senão nula taxa de inflação por ano. Além disso, também contam como fatores essenciais: a boa gestação de recursos naturais, principalmente no tocante a geração de energia, usando, para tanto, fontes renováveis em substituição as que não são renováveis.


 A sustentabilidade econômica visa tanto o presente, acentuando até mesmo mudanças não bruscas em todos os setores econômico-industriais, sem que com isso ocorra uma brusca mudança estrutural. Visando também as gerações futuras, e nesse ponto interliga-se a medidas de outras abrangências, como por exemplo, a sustentabilidade ambiental.

Um grande problema enfrentado para a aplicação dos conceitos da sustentabilidade econômica no seio das produções comerciais e financeiras dos países em desenvolvimento são as suas cautelas com as mudanças dos usos energéticos e com investimentos, que no primeiro momento podem apresentar certo risco econômico. Entretanto é importante ressaltar que a sustentabilidade econômica é base de uma sociedade estável e mais justa, além disso, ela viabiliza o desenvolvimento sustentável.

Com a economia sustentável criam-se oportunidades também de melhorar todos os outros setores sociais e ambientais. Uma vez que a sociedade em questão torna-se mais livre da dependência de recursos e aquisições de outras nações ou de outros blocos econômicos.

Grupo Amarelo

sábado, 12 de maio de 2012

Logística Reversa da Coca-cola



O que é logística reversa?

A logística reversa é a área responsável pelo fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo, reciclagem, reuso, recall, devoluções, etc.
 A importância deste processo reside em dois extremos:
·          as regulamentações que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso (como as embalagens de agrotóxicos ou baterias de celulares);
·         na outra ponta, a possibilidade de agregar valor ao que seria lixo.
Com o aumento das pressões da sociedade para produtos e processos ecologicamente corretos, a reciclagem ganha força e a logística reversa é um dos principais motores deste movimento.

A postura da Coca-Cola

A Coca-Cola Brasil celebra a sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A nova Lei define o modo como as empresas e governos devem lidar com o lixo que produzem, criando sistemas de logística reversa e incentivando a reciclagem.

Tais regras definidas na nova Lei já fazem parte das práticas diárias da Coca-Cola Brasil, que investe fortemente na reciclagem e melhorias das embalagens de seus produtos, hoje são mais de 200 cooperativas apoiadas com equipamentos e capacitação em gestão promovendo a inclusão social em todo o país. Ajude a Coca-Cola a mudar a vida de muitas pessoas, participe da semana otimismo que transforma!


 Todo produto da marca Coca-Cola vendido entre os dias 20 e 27 de maio gera uma doação para o projeto de reciclagem do Instituto Coca-cola Brasil.
Para participar é muito fácil, basta que você compre qualquer produto da marca Coca-Cola que você já estará ajudando.

Plantbotlle


Visando reduzir o dano ao meio ambiente e alavancar ainda mais a coleta e a reciclagem a Coca-Cola criou as garrafas plantbotlle que são compostas por 30% material vegetal e 70% de PET tradicional. O material vegetal das garrafas é composto por cana-de-açúcar e melado.
Os diversos pontos recolhimento são demarcados pelas localizações de cooperativas, entidades, pontos de entrega e comércios de reciclagem que recebem as garrafas PET e as encaminham para serem processadas para o reuso.
Confira os pontos de coleta seletiva próximos à sua casa no site www.cempre.org.br

            www.wikipedia.com.br
              www.cempre.org.br 

GRUPO BRANCO

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Realidade aumentada

Realidade aumentada para pátios de contêineres


Desde 1968 com a padronização das medidas dos contêineres pela ISO, foi criado um “layout” ou um mapa para organizar a armazenagem dos contêineres. Esse mapa é constituído de quatro parâmetros de localização: quadra, coluna, altura e fileira e devem ser anotados (antigamente em uma prancheta com papel e lápis ) com um coletor, isto é, uma maquina que serve para um funcionário anotar eletronicamente a localização do contêiner e transmiti-lapara o computador da empresa. Mas pessoas se distraem ou cansam, e podem acabar cometendo erros e um trabalho relativamente fácil acaba tornando-se um transtorno e uma perda de tempo desnecessária para poder localizar esse contêiner perdido por causa de uma anotação errada. Qualquer um dos quatro parâmetros de localização que forem anotados errados acaba dificultando o trabalho. 

Mas em que a realidade aumentada poderia ajudar em um processo como este e o que é a realidade aumentada?  






Realidade Aumentada (RA) é a integração de informações virtuais a visualizações do mundo real (como, por exemplo, através de uma câmera). Atualmente, a maior parte das pesquisas em RA está ligada ao uso de vídeos transmitidos ao vivo, que são digitalmente processados e “ampliados” pela adição de gráficos criados pelo computador. Pesquisas avançadas incluem uso de rastreamento de dados em movimento, reconhecimento de marcadores confiáveis utilizando mecanismos de visão, e a construção de ambientes controlados contendo qualquer número de sensores e atuadores, como podemos ver no vídeo acima.



Sistema de Realidade Aumentada


O sistema de visão ótica direta utiliza óculos ou capacetes com lentes que permitem o recebimento direto da imagem real, ao mesmo tempo em que possibilitam a projeção de imagens virtuais devidamente ajustadas com a cena real. Uma maneira comum de se conseguir essa característica é usar uma lente inclinada que permita a visão direta e que reflita a projeção de imagens geradas por computador diretamente nos olhos do usuário. A figura ao lado mostra o diagrama desse tipo de sistema, enquanto a figura abaixo apresenta alguns dispositivos utilizados nesses sistemas.

Certo, agora que sabemos para o que serve a realidade aumentada, mas como se encaixa na armazenagem de containeres nos pátios? Não seria mais necessário a utilização de um coletor e nem de um funcionário para anotar as coordenadas da localização do contêiner. Como foi dito a realidade aumentada pode ser aplicada com o uso de marcadores confiáveis, e estes marcadores seriam os próprios contêineres alocados na quadra onde será colocado o contêiner. O funcionário apenas teria que “referenciar” o contêiner ao lado ou abaixo do contêiner que esta sendo colocado na pilha, assim este novo contêiner entraria no sistema de um modo que torna quase impossível o erro da locação.

Agora um exemplo de como o contêiner seria inserido no sistema


O contêiner iria passar pelo “gate in” de um respectivo pátio, onde seus dados seriam inseridos no sistema do pátio, faltando apenas ser cadastrada sua alocação. Depois de se decidir onde será colocado o contêiner, o funcionário que o acompanhará até sua posição final atrelaria o contêiner com os demais contêineres em volta do mesmo utilizando RA através de um “tablet” ou outro aparelho similar, ligado ao sistema do pátio.


Estratégia para o Desenvolvimento de Aplicações Adaptativas de Visualização de Informações com Realidade Aumentada


O uso de técnicas de Visualização de Informação, por meio de recursos computacionais, permite converter dados e apresentá-los visualmente ao usuário por meio de imagens ou outros estímulos sensoriais de forma que possam ser melhor compreendidos. Estudos atuais apresentam a importância de desenvolver sistemas de Visualização de Informação que se adaptem ao nível de conhecimento prévio do usuário, para que o mesmo possa, eficazmente, entender a informação visualizada. Esta situação também contribui para que a visualização seja enriquecida com princípios de outras áreas relevantes, a fim de desenvolver representações de dados que reforcem  a


experiência perceptiva e cognitiva do usuário. A potencialidade futura desta tecnologia está especialmente em ambientes em que as informações se façam presentes, onde literalmente as informações serão sentidas por meio da ativação de todos os nossos sentidos. Isso motiva a pesquisa e o desenvolvimento de aplicações adaptativas de Visualização de Informações com Realidade Aumentada, estratégias de desenvolvimento e arquiteturas para aplicações

dessa categoria. Apresentam-se, neste documento, metodologias utilizadas no desenvolvimento de aplicações adaptativas de Visualização de Informação com Realidade Aumentada e uma arquitetura para integrar tais aplicações. O presente trabalho aborda e fundamenta tais metodologias por meio da descrição de trabalhos de pesquisa nas áreas correlatas, desenvolvimento de uma aplicação no setor agropecuário e realização de testes com usuários para validar a abordagem.
Fontes:


Grupo Amarelo

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Melhoria de Processos em Centros de Distribuição

A operação de um centro de distribuição (CD) envolve uma coordenação detalhada de suas diversas atividades. Para atingir uma eficiência maior nas operações, os CDs costumam investir pesadamente em tecnologia (ERP, SCM, WMS, entre outras siglas). No entanto, algumas vezes se deixa de lado um dos pontos mais críticos para a eficiência e redução de custos: os processos. Claro que a tecnologia tem um papel crucial na otimização das atividades, mas sem os processos adequados o CD não terá bons resultados.


Centro de Distribuição Di Cico
Conforme aumenta a complexidade das operações (mais fornecedores, clientes e itens), aumenta também a importância do gerenciamento dos processos. Deve-se monitorar a mudança na realidade operacional do CD para modificar os processos de forma correspondente. Usar os mesmos processos antigos para uma operação que cresce em complexidade somente levará a um maior índice de erros, baixa produtividade e atraso nas entregas.

A seguir estão 3 áreas de processos que devem ser monitoradas e podem levar a uma operação mais eficiente com sua equipe e tecnologia atuais.

1. Entrada de Materiais

Se a área de recebimento é um gargalo, é necessário encontrar a causa raiz. A ineficiência na entrada multiplicará seus efeitos ao longo da operação, e as outras áreas sempre terão que correr atrás do prejuízo. Ao cometer erros na entrada de materiais, a pressão aumenta nas fases seguintes e aumenta também o risco de mais erros adiante. O resultado final são custos maiores e uma má qualidade de serviço para seu cliente.

O CD deve ter processos documentados detalhadamente nestas áreas:
  • Agendamento da chegada de materiais – para evitar picos de trabalho deve-se ter um processo que coordene a chegada de materiais de forma distribuída ao longo do período de trabalho
  • Planejamento de Pré-Recebimento e Documentação – deve-se definir quais processos podem ser realizados antes da chegada do material, e a documentação que deve ser preparada previamente.
  • Procedimentos de Chegada e Descarga de Veículos – detalhar estes procedimentos evitará erros de colocação e danos aos materiais, além de aumentar a segurança (física e contra roubos)
  • Procedimentos de Controle de Qualidade – as atividades de controle da qualidade devem seguir estritamente os padrões definidos. Estes padrões devem ser documentados e seguidos nos procedimentos de entrada.
Deve avaliar também se os procedimentos estão sendo seguidos. Assegure que os funcionários estão bem treinados e sabem que serão beneficiados (financeira ou profissionalmente) com a eficiência dos processos de entrada.

2. Picking



O picking (coletar os itens do pedido no armazém) é normalmente a atividade de maior custo na operação de um CD. Portanto, até melhorias incrementais gerarão benefícios na produtividade como um todo. O principal componente do tempo de picking é a distância percorrida pelos funcionários para coletar os itens. Ao definir processos que reduzam as distâncias percorridas, podem-se obter melhorias consideráveis na produtividade da operação.

Alguns processos que podem ser implementados com este objetivo são:
  • Análise ABC, para definir os itens com alta, média e baixa rotatividade, e redistribuir o layout de materiais para que os de maior rotatividade fiquem mais próximos entre si e à saída de materiais.
  • Usar “flow racks” para itens pequenos, que podem estar ocupando espaços de pallets normais, aumentando o espaço ocupado e as distâncias entre os materiais.
  • Para itens de baixa rotatividade, usar armazenagem e picking multi-nível, que otimizará o espaço no armazém e reduzirá as distâncias percorridas.
  • Para pedidos de baixo volume, usar “batch picking”. Este sistema faz com que o funcionário colete o material para várias ordens de uma vez, ao invés de fazer uma viagem para cada ordem pequena.
O treinamento da equipe é essencial para que estes processos surtam os efeitos desejados na operação.

3. Indicadores

A frase “você não pode melhorar o que não pode medir” já é conhecida por todos. No entanto, muitas vezes ainda usados os indicadores incorretos para a operação do CD. Por exemplo, um CD pode ter como seu indicador principal o “Custo por Pallet Processado”. Esta é uma boa medida para a alta gerência, mas não é um bom indicador para os responsáveis pela execução da operação e definição de processos. Além disso, um fator externo pode tornar este custo mais alto, enquanto a equipe fez um ótimo trabalho ao minimizar o aumento dos custos.

Os indicadores da operação devem refletir a verdadeira produtividade da equipe, já que isto é o que os motivará a obter sempre melhores resultados. Seguindo o mesmo exemplo, seria importante incluir também um indicador de pallets processados por funcionário. Deve-se sempre procurar um equilíbrio entre indicadores de alto nível (normalmente financeiros) e indicadores que podem ser entendidos pelos funcionários e servir como referência para as ações de melhoria.

Também é importante definir metas para cada indicador, procurando um aumento constante da produtividade, mas sempre realista. Não adianta definir metas excessivamente ambiciosas, que não serão atingidas e somente causarão frustração na equipe.




Grupo Laranja

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Logística Humanitária


Logística Humanitária tem como objetivo prioritário a minimização do sofrimento das pessoas que se encontram em estado vulnerável.

Considerado um tema novo no Brasil, em desenvolvimento nos últimos anos, já é aplicado em países da Europa e nos Estados Unidos, e muito difundido em países como o Japão - a exemplo a tsunami e terremoto ocorridos no início do ano passado neste país.

É um ramo da Logística responsável pelos processos envolvidos na mobilização de pessoas, conhecimentos e recursos para auxiliar comunidades afetadas por: furacões, avalanches, erupções vulcânicas, inundações, ou seja, catástrofes e eventos não controláveis pelo homem, mas que de alguma forma precisam ser remediados, ao menos.


Segundo o professor Hugo Yoshizaki, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Logísticos da Escola Politécnica (Poli) da USP, o tema envolve desde aspectos de engenharia e logística clássica até fenômenos atmosféricos, problemas geológicos, aspectos médicos e de saúde pública. Trata-se, portanto, de uma assunto multidisciplinar .

Implementação

A implementação deste ramo da Logística é constituída por três fases: preparação, resposta imediata e reconstrução.

A natureza da maioria dos desastres exige uma resposta imediata e como tal, as cadeias de abastecimento precisam ser conhecidas e implantadas de uma só vez, apesar da falta de conhecimento que possam ter sobre a situação.

A diversidade de fornecedores não é muito vasta, e na maioria das vezes é necessário optar por fornecedores que não seriam escolhidos em condições normais, como fossem "fornecedores de emergência", mas neste tipo de situação, o tempo também é fator determinante e qualquer minuto a mais pode significar a perda de uma vida, ou quaisquer outros tipos de danos irreversíveis.

A base desse tipo de operação se encontra no binômio tempo/necessidade.

De uma forma geral existe uma falta de controle sobre as operações devido ao fato de ser uma situação de emergência, uma vez que os voluntários disponíveis, na maioria das vezes, não estão preparados para exercer tais funções, e a infra-estrutura dos locais das operações geralmente se encontra destruída, o que dificulta assegurar a qualidade de alimentos e medicamentos.

Prioridades

As principais prioridades da Logística Humanitária são o fornecimento de itens de necessidade primária, como alimentos e água, assim como abrigo e de prestação de cuidados médicos aos necessitados. 



Centrais de distribuição

As centrais de distribuição encontram-se espalhadas por todo mundo de forma a auxiliar as áreas necessitadas, facilitando o transporte, as compras e o armazenamento. No entanto, estes centros de distribuição, quando associados, podem ter redução de custos e facilidade nos processos logísticos. Estas vantagens, associadas ao fato da logística ser o eixo central das missões humanitárias, levam à criação de softwares que permitem melhorar a tomada de decisões, aumentar a rapidez das operações e até mesmo conseguir uma melhor coordenação na ajuda humanitária (Intelog, 2007).

Softwares

Software LSS (Sistema de apoio logístico): a implementação deste software permite facilitar a partilha de informações entre as agências humanitárias, assim como acompanhar a administração de todos os materiais de ajuda humanitária que estão para ser recebidos, estabelecer prioridades de distribuição de acordo com as necessidades e dispor de informações sobre o fluxo de doações (LSSWEB, [2009?]).

Logística Humanitária software (LHS) : Este software foi desenvolvido com o objetivo de responder às necessidades da cadeia de abastecimento das organizações humanitárias. Esta resposta é determinada com base em informações e relatórios anteriores e posteriores à catástrofe. Possibilita, também, um fluxo de informação desde a realização da doação até quando esta é recebida, o que proporciona diversos benefícios, tais como o aumento da velocidade da cadeia de abastecimento ou uma maior rapidez de informação, permitindo maior espaço de tempo para a tomada de decisões (Fritz, [2004?]).

Técnicas

Uma técnica que pode também melhorar a logística em caso de catástrofes humanitárias é o inventário pré-posicionamento. Esta técnica consiste no estudo de uma ótima localização para armazenamento, estabelecida por estimativa, tendo em conta fatores como perturbações atmosféricas e outras catástrofes naturais. É utilizada ainda para estimar quantidades de acordo com os níveis de estoque existentes e com a frequência de encomenda (Akkihal, 2006).

Avaliação de desempenho

É difícil mensurar o sucesso de uma operação de logística humanitária da mesma forma como é difícil levantar indicadores de desempenho para um hospital: se houve uma morte, é possível considerar o desempenho da operação como um sucesso? (Logística Descomplicada, 2011). Ainda assim, um conjunto de 4 indicadores de desempenho para este tipo de operação foi desenvolvido (Davidson, 2006):

  1. Cobertura dos recursos: mostra o porcentual dos bens necessários em relação ao que foi arrecadado;
  2. Tempo entre doação e entrega: similar ao lead time funciona na logística empresarial;
  3. Eficiência financeira;
  4. Exatidão da avaliação: mede as divergências entre aquilo que de fato era necessário e aquilo que foi divulgado.

Fontes:
http://www5.usp.br/7205/logistica-humanitaria-ganha-importancia-no-pais-e-workshop-na-poli/
http://www.cbtu.gov.br/monografia/2009/trabalhos/artigos/logistica/3_27_AC.pdf
http://www5.usp.br/7205/logistica-humanitaria-ganha-importancia-no-pais-e-workshop-na-poli/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Log%C3%ADstica_humanitária

GRUPO VERMELHO 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Planejamento Estratégico do Porto de Santos

Com diversas possibilidades para o seu crescimento o Porto de Santos esta estudando e planejando sua ampliação, tudo com base em propostas e possibilidades que sejam adequadas para garantir a qualidade e eficiêcia do maior complexo portuário do País.


A CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo) empresa do Governo Federal que administra o Porto de Santos tem grandes desafios; pois deve definir a estratégia que será adotada daqui para frente.


Hoje o Porto de Santos corresponde a mais de 50% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, ou seja, é de suma importância para todo o país que suas melhorias e ampliações sejam rápidas , conscientes e eficazes.


Para isso a CODESP conta com a ajuda do chamado Plano Estratégico, que irá auxiliar no Planejamento mais adequado para o Porto de Santos com as futuras demandas.


Vejamos o quadro abaixo:


Em 2012 a principal atuação do Planejamento estratégico será a de avaliar os resultados do estudo de expansão e acessibilidade, parte que cabe ao PDZPS (Plano de Desenvolvimento e Zoneamneto do Porto de Santos). Eles também devem ver qual o potencial hidroviário da região e a viabilização para implementação da Zona de Atividades Logisticas (ZAL) no entorno do Porto.

A ZAL funcionará como uma espécie de buffer ou se preferir um retroporto, acomodando e distribuindo cargas para os terminais tanto da margem direita como para a margem esquerda. Este projeto será viabilizado nas proximidades da ILHA DO BARNABÉ, contará com um espaço de um milhão de metros quadrados e reunirá em um só local escritórios de diversas empresas no segmento portuário e de cargas.

No modal hidroviário os estudos devem apontar a melhor maneira de se aproveitar este recurso.
Questão que no nosso ponto de vista é muito importante, já que são quase 6 mil navios ao ano que passam pelo Porto de Santos.

Novas ferramentas estão sendo utilizadas, como por exemplo a SGTC (Sistema de Gestão do Monitoramento de Trânsito) que foi uma evolução devido ao acompanhamento das demandas de trabalho informadas pelos terminais , visando otimizar a logística no trânsito  tanto na entrada quanto na saída de veículos.

O que podemos avaliar é que melhorias e novidades virão por ai. O crescimento é egrégio e muito importante não só para a regiaão, mas como também para todo o país.



Grupo Azul

domingo, 6 de maio de 2012

Tecnologias de Separação

Em busca da perfeição do processo de separação, muitos centros de distribuição que atendem o varejo online recorrem para a utilização de TI (Tecnologia da Informação) com objetivo de uma separação correta, transporte com entrega no prazo e devolução de produto com foco em atender da melhor maneira possível o cliente, oferendo cada vez mais qualidade, confiabilidade, efetividade e menores custos.

As novas tecnologias de separação apresentam vantagens que são importantes para que os clientes possam obter seus objetivos das melhores maneiras possíveis. Vejam quais são estas vantagens: 
  • Melhora a precisão da ordem
  • Rapidez no atendimento dos pedidos
  • Aumento da produtividade operacional
  • Aumento do serviço ao cliente
  • Redução dos congestionamentos 

Existem várias novas tecnologias de separação, que vem para beneficiar e facilitar as empresas que as utilizam. Vejam quais são estas novas tecnologias de separação:
  • Separação por voz: Muito indicada para as empresas de e-commerce pela velocidade que este sistema oferece pela utilização da voz possibilitando que haja interação com o sistema que opera com o armazem. Este sistema passa todas as informações necessárias para a localização da carga e a quantidade que será separada. 


  • Separação por indicação luminosa: São utilizados displays luminosos para direcionar os operadores para as específicas localizações no estoque.
  • Separação e Embalagem: Este sistema busca evitar que haja repetição de tarefas no processo. Rotas são elaboradas estrategicamente com foco em reduzir as movimentações desnecessárias transformando em um único processo de separação e transformando a embalagem inicial que acondiciona os produtos na embalagem que será expedida.
  • RapidPick: É um novo sistema de alto índice de preparação de pedidos. É tudo sobre envio de produtos ao operador e na sequencia desejada, permitindo velocidade no picking, ao mesmo tempo combinando uma configuração confortável, sendo inteligente e rápida.
  • Carrinhos de Separação: Um sistema bom para operações com um grande número de SKUs que possuem uma dimensão pequena, tendo relativamente um índice baixo de superação.
  • LaserTrucks: É um sistema que integra a tecnologia de separação sem fio, através de veículos automaticamente guiados.
  • Goods to person: Com este sistema, é necessário que um operador fique em um lugar pré-determinado para o recebimento dos produtos que serão enviados para o funcionário. As embalagens são transportadas e enviadas para o colaborador através de um sistema de transporte muito rápido.

Fontes:
Revista IntraLogística nº 248 maio/2011
http://www.scmconcept.com.br/site/voice-picking
http://www.dematic.com/ap/Information-Portal/White-Papers/Goods-to-Person-GTP/page38451.htm
http://www.alphadistsol.com/pickpack.php
http://www.dematic.com/com/Produtos/Tecnologias-de-separaoPicking/page40989.htm
http://mtc-m19.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/mtc-m19/2011/06.03.13.30/doc/publicacao.pdf

Grupo Verde

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Rodovia Anchieta e Rodovia Imigrantes

Rodovia Anchieta

A rodovia Anchieta faz a ligação entre a Capital, São Paulo, ao Porto de Santos, ao Polo Petroquímico de Cubatão e as Indústrias do ABC, é uma das vias mais movimentadas do Brasil.


História

A construção da rodovia foi autorizada em 1929 pelo então presidente Júlio Prestes, teve sua obra iniciada em 1939 e concluída em 1949. A rodovia foi considerada uma obra prima da engenharia brasileira da época, dada sua arrojada transposição da Serra do Mar. A Curva da Onça no km 43 é trecho mais perigoso da rodovia.


Rodovia dos Imigrantes


Diante da saturação da rodovia Anchieta foi criada a rodovia dos Imigrantes. É a principal via de acesso da cidade de São Paulo à Baixada Santista, ao litoral sul paulista. A rodovia dos Imigrantes tem pouco mais de 70 km de extensão, possui 44 viadutos, 7 pontes e 14 túneis. Possui um tráfego intenso de veículos, sobretudo no verão e nos feriados.


História

A construção teve início em 1974 e inaugurada em 1976, sendo considerada um projeto revolucionário.

Em 2002 foi inaugurada a pista descendente da Imigrantes com a finalidade de reduzir o congestionamento em direção ao litoral sul de São Paulo.

Fontes: