sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Proteção ao Transporte de Cargas: O que é e o que deveria ser!

Fonte: Revista Mundo Logística - Ed. 18
Na busca por soluções em segurança ao transporte de cargas no Brasil, devemos atentar aos aspectos culturais do setor e, principalmente, às necessidades distintas de cada segmento. 

Diferentemente do Brasil, os demais países do mundo não registram altíssimos índices de criminalidade gerando enormes perdas com roubos de cargas, fazendo com que se canalizem todas as atenções do mercado para a proteção ao roubo.

Segundo o vice presidente de relações institucionais da Gristec, o engenheiro industrial Mário Roberto Vassallo, a maioria dos empresários do setor tem uma visão absolutamente equivocada ao entender que o principal ofensor à segurança do material transportado é o furto/roubo. Os acidentes nas estradas e rodovias correspondem a mais de 80% do prejuízo com perdas em transportes e precisam ser tratados com mais atenção tanto pelas autoridades que se mostram impotentes na sua repressão, como também pelo empresariado que parece ainda não ter percebido a magnitude do problema.

Para agirmos na redução de acidentes é preciso trabalhar de forma adequada, atuando no controle dos números de horas de trabalho contínuo dos motoristas. Outro fator é o excesso de cargas, que geralmente ultrapassa os limites de peso dos veículos ocasionado degradação das estradas. Em países de 1º mundo há grande procura por tecnologia no rastreamento de carga, o que ainda não ocorre no Brasil. O brasileiro não está disposto a pagar o preço justo pelas atividades de monitoramento e rastreamento de veículos, assim como o gerenciamento de riscos. Essa prática ainda é muito jovem em nosso país. 

Também é importante ressaltar que só haverá eficácia em todo este processo quando houver boas soluções, tanto do ponto de vista de concepção, quanto de implementação dessas ideias. Para que isto ocorra é necessário atrair profissionais de primeira linha para o setor, o que demanda remuneração competitiva com os demais segmentos da economia. 

Trabalhar de forma adequada e reduzir expressivamente os índices de sinistralidade proporciona uma grande fonte de recursos, já que hoje são subtraídos do setor algo em torno de 10 bilhões de reais por ano. O crescimento deste mercado só virá quando o empresariado brasileiro compreender e souber calcular que a cada real gasto com o serviço de qualidade na proteção da carga, R$ 7 devem retornar ao seu bolso. 

Com um futuro bastante otimista e a conscientização a caminho, o setor de monitoramento e rastreamento ocupará uma posição de destaque na economia brasileira.


Fonte: Revista Mundo Logística - edição 18 – Setembro/2010. 
Baseado no texto de Mario Roberto Vassallo (2010)

Grupo Branco

2 comentários:

  1. Olá pessoal!
    Estou acompanhando o blog e ele está muito bom. Parabéns pelo trabalho. Vou postar um texto para vocês.
    Bom fds.

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  2. Gostei do site26 2323 , achei mm262u652i6to legal wowww legal

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